Sítio Arqueológico de Ponte Alta (ou Sítio Arqueológico Toca dos Puris)

 

Trata-se de um sítio arqueológico pré-histórico localizado no distrito de Ponte Alta, cujos documentos e relatos sobre sua existência remontam ao final do século XIX. Antes mesmo do desaparecimento dos indígenas em Carangola, já havia curiosidade acerca dos vestígios desses povos na região. Em 1896, a Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro registrou que um grupo de pessoas de Carangola, formado pelo Capitão Américo Bento Machado, engenheiro Henri Louis Xavier Bernard, Inocência Bessa, Camilo Gonçalves, Sebastião Marques Guimarães, Antônio Bernardo, Cândido Carlos da Silva, Joaquim Antônio e Francisco de Carvalho Guimarães, percorreu a densa mata da região e, ao passar pelo local dos poços de águas minerais, encontrou, no cume de uma elevação, um cemitério indígena com ossadas e crânios de aproximadamente 20 pessoas.

Em 1927, Deusdedit Catta-Pretta realizou uma escavação em Ponte Alta, exumando três corpos mumificados, embalados em cestos de bambu, e enviou este material ao Museu do Índio, no Rio de Janeiro. Posteriormente, em 1993, o município de Carangola recebeu a visita de dois pesquisadores do Museu de História Natural da Universidade Federal de Minas Gerais, que produziram laudos importantes sobre dois sítios arqueológicos. O primeiro analisado foi o Toca dos Puris, também localizado em Ponte Alta. De acordo com os arqueólogos Alenice Baeta e André Prous, o padrão de localização e outras características indicam se tratar de um cemitério indígena da Tradição Una, semelhante à fase Mucuri, do Rio de Janeiro, porém com melhor conservação dos restos humanos.

Nesse local foram encontrados restos de vários corpos com tecidos moles preservados, além de instrumentos de pedra e trançados. Com base nesses estudos, a Prefeitura Municipal de Carangola reuniu argumentos para iniciar o processo de tombamento do sítio. Diante disso, no dia 9 de abril de 2002, o Sítio Arqueológico Toca dos Puris foi tombado como patrimônio cultural, por meio do Decreto n.º 2.878/2002.

 

 

 

Praça Coronel Maximiano

 

Conhecida anteriormente como Largo da Matriz, a Praça Coronel Maximiano recebeu seu nome atual no início da década de 1880, em homenagem a um dos fundadores da cidade. Em 1930, o jardim da praça foi projetado por Waldemar Resende, substituindo o antigo espaço que contava apenas com um coreto. O novo projeto foi inspirado nas obras paisagísticas do arquiteto Alfred Agache e incluía como elementos integrados o chafariz e o coreto, ambos de estilo eclético. O chafariz foi criado pelo artista Antônio José de Oliveira, conhecido como o “ornamenteiro português”.

Com o passar dos anos, foram adicionados outros elementos à praça, como os bustos do ex-presidente Juscelino Kubitschek, esculpido por Oswaldo Lodi em 1952, e do prefeito Jonas Esteves Marques, realizado por Luis Bracher em 1974. Em 1982, a praça também recebeu um conjunto escultórico projetado pela artista gaúcha Nélida Casaccia Betolucci, em comemoração ao centenário da cidade. Originalmente, a praça apresentava um desenho rígido e geometrizado, de inspiração classicizante, com o chafariz no eixo central e o coreto em um canto, compondo um espaço de fácil leitura e total visibilidade.

Na metade do século XX, uma reforma alterou a paginação do piso, permitindo o acesso ao chafariz. Atualmente, a praça apresenta planta retangular, com canteiros em curvas livres e circulares, piso em pedras portuguesas nas cores branca, vermelha e preta, alternado com pedras brutas. Além do chafariz e do coreto, abriga esculturas, bustos, bancos, mesas, postes de iluminação e placas comemorativas. Sua vegetação é composta por espécies de pequeno e médio portes, além de uma aleia de palmeiras imperiais nas laterais. A Praça Coronel Maximiano foi tombada em 8 de junho de 2000, pelo Decreto n.º 2.534/2000.