Praça Coronel Maximiano

 

Conhecida anteriormente como Largo da Matriz, a Praça Coronel Maximiano recebeu seu nome atual no início da década de 1880, em homenagem a um dos fundadores da cidade. Em 1930, o jardim da praça foi projetado por Waldemar Resende, substituindo o antigo espaço que contava apenas com um coreto. O novo projeto foi inspirado nas obras paisagísticas do arquiteto Alfred Agache e incluía como elementos integrados o chafariz e o coreto, ambos de estilo eclético. O chafariz foi criado pelo artista Antônio José de Oliveira, conhecido como o “ornamenteiro português”.

Com o passar dos anos, foram adicionados outros elementos à praça, como os bustos do ex-presidente Juscelino Kubitschek, esculpido por Oswaldo Lodi em 1952, e do prefeito Jonas Esteves Marques, realizado por Luis Bracher em 1974. Em 1982, a praça também recebeu um conjunto escultórico projetado pela artista gaúcha Nélida Casaccia Betolucci, em comemoração ao centenário da cidade. Originalmente, a praça apresentava um desenho rígido e geometrizado, de inspiração classicizante, com o chafariz no eixo central e o coreto em um canto, compondo um espaço de fácil leitura e total visibilidade.

Na metade do século XX, uma reforma alterou a paginação do piso, permitindo o acesso ao chafariz. Atualmente, a praça apresenta planta retangular, com canteiros em curvas livres e circulares, piso em pedras portuguesas nas cores branca, vermelha e preta, alternado com pedras brutas. Além do chafariz e do coreto, abriga esculturas, bustos, bancos, mesas, postes de iluminação e placas comemorativas. Sua vegetação é composta por espécies de pequeno e médio portes, além de uma aleia de palmeiras imperiais nas laterais. A Praça Coronel Maximiano foi tombada em 8 de junho de 2000, pelo Decreto n.º 2.534/2000.