Igreja Matriz de Santa Luzia

 

 

A história da Igreja Matriz de Santa Luzia acompanha o desenvolvimento político, econômico e social de Carangola. A cidade nasceu a partir de um pequeno povoado implementado em 1833 por lavradores, inicialmente chamado Arraial Novo. Em 1842, o povoado mudou de nome para Santa Luzia de Carangola, em homenagem aos liberais derrotados pelo exército brasileiro no combate de Santa Luzia, no Rio das Velhas, refletindo a tendência liberal da maioria de seus habitantes.

A primitiva Capela de Santa Luzia foi construída a pedido do Padre Antônio Bento Machado, vigário de Tombos, em meio à disputa política entre conservadores e liberais, sendo estes últimos a maioria em Carangola. Em 1856, em reunião presidida pelo vigário, decidiu-se pela construção da capela, tendo Santa Luzia como padroeira, em homenagem aos liberais denominados “os luzias”. O terreno foi doado em 19 de janeiro de 1859 por José Moreira Carneiro e sua esposa D. Maria Thereza de Jesus, e por Manoel José da Silva Novaes e sua esposa Umbelina Roza de Jesus.

Construída na segunda metade do século XIX em estilo colonial jesuítico, a igreja passou por diversas reformas ao longo do século XX, com alterações no forro, fachada, torre e pintura interna. Símbolo da religiosidade local e marco da formação urbana de Carangola, foi tombada como Patrimônio Cultural em 4 de abril de 2008, pelo Decreto n.º 4.244/2008. Localiza-se na Praça Coronel Maximiano, no centro da cidade.